METAMORFOSE

METAMORFOSE
No IFSC Chapecó

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ACRÓSTICO A PARTIR DA PALAVRA TECNOLOGIA




Transformação da realidade
rEsposta às necessidades
Convívio entre o velho e o
Novo
nOvos horizontes, diferentes olhares
Liberdade com responsabilidade
Originalidade
Garantia de sustentabilidade
Intencionalidade
Ação/reflexão/nova ação

Elsa Rambo

Para que serve o conhecimento?



Vivemos, na era do conhecimento. Para alguns, haverá (ou já há) uma espécie de simbiose entre o saber e o capital. Mas todos parecem concordar que nunca houve tanta informação disponível a um ser humano . E mais: a coisa parece que só aumenta. Novas informações aparecem a cada segundo. Técnicas, conceitos, idéias, descobertas, correlações estatísticas... O que fazer com tudo isso? Tecnologia? Riqueza? Mais conhecimento? Bem estar social
A escola deve ampliar a bagagem de conhecimentos que os alunos já trazem. Sabemos que aqui na educação profissional devemos desenvolver competências, habilidades, atitudes visando a compreensão do mundo do trabalho. Acreditamos que competência tem a ver com a capacidade de resolver problemas reais, situações tais como elas aparecem na vida. Nem sempre damos conta de superar a educação tradicional, embora saibamos que a memória se livra do que não tem serventia por meio do esquecimento. E o que é que tem serventia? Duas coisas apenas. Primeiro, coisas que são úteis, conhecimentos-ferramentas, conhecimentos que nos ajudam a entender e a fazer as coisas. (Note, por favor, que a utilidade é variável. Para os esquimós, é conhecimento instrumental a arte de fazer iglus. Mas esse conhecimento é inútil para quem vive no deserto. Para eles, o instrumental é fazer tendas. Conhecimentos que são úteis para as crianças das praias de Alagoas são totalmente inúteis para as crianças que vivem nas montanhas de Minas. Daí o absurdo dos programas que ensinam as mesmas ferramentas, como os nossos!). A outra coisa que tem serventia são os prazeres. Prazeres não são ferramentas. Não tem uma função prática. Mas dão alegria. Dão sentido à vida. O corpo não se esquece dos prazeres. Educar, assim, tem a ver com as duas caixas que o corpo carrega: a caixa das ferramentas e a caixa dos brinquedos. Na caixa de ferramentas, estão os conhecimentos que são meios para viver. Na caixa de brinquedos, os conhecimentos que nos dão razões para viver.
Seria de se esperar, com isto, que com o desenvolvimento de novas tecnologias teríamos um modo de vida mais agradável e confortável para o homem. E, de fato, isto muitas vezes ocorre. Mas nem sempre é assim. Não é à toa, afinal, que grandes avanços científicos tenham ocorrido em períodos de guerra. A ciência serve a interesses, sejam eles quais forem. O próprio aquecimento global, hoje tão falado e temido, também nos indica que uma relação a princípio benéfica pode tornar-se bastante prejudicial.
Que escolhas podemos fazer a partir do que sabemos? Quais escolhas consideramos mais corretas? O que queremos, no fundo, é o bem estar, social e individual. Como podemos usar a tecnologia para este fim?
Diante deste cenário, perguntemo-nos sobre nosso fazer docente: temos dado conta de desenvolver em nossos alunos o espírito científico, a autonomia intelectual, a capacidade de análise e síntese?
Acredito que em cada curso do Campus (Eletromecânica, Mecânica e Eletroeletrônica) em seu Projeto Integrador e na Unidade Curricular de Ciência, Tecnologia e Sociedade se possa avançar neste sentido. Na semana de integração, podemos organizar atividades como a Gincana do conhecimento, onde na prática os alunos podem ser incentivados a produzir diferentes materiais (protótipo, texto, imagem, áudio, vídeo, animação, etc..) com a finalidade de explicar tecnologias e problematizar seu uso.
Vamos socializar o que já vem sendo feito?
Elsa Rambo

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ser mulher e técnica no IFSC Chapecó




Sexta feira dia 26/03 às 14hs o servidor Alandeivid Panizzi estará apresentando sua monografia para conclusão do Curso de Pós Graduação Lato Sensu Educação Profissional e Tecnológica de Jovens e Adultos PROEJA.
Ela é intitulada “Relações de Gênero na Educação Profissional e Tecnológica do IF-SC Campus Chapecó:Um Estudo de Caso” e foi orientada pelo professor Adriano Larentes da Silva.
Embora aborde os conceitos de gênero em seu sentido maior, como uma construção de um modo de existir calcada nas esferas social, cultural, emocional, nesse trabalho o foco foram as mulheres que estudam no Campus. Como é ser mulher e técnica? Como é ser mulher na educação técnica?
Para tanto são coletadas e analisadas informações estatísticas sobre evasão e desenvolvimento escolar das estudantes (mulheres) de todos os cursos, comparando-se com as mesmas informações obtidas referente aos homens. Considerou-se brevemente o histórico da educação profissional no Brasil e no Campus. Parte gratificante do trabalho consiste na realização de entrevistas com amostra de alunas do Campus e com mulheres que abandonaram seus cursos, a entrevista focou sobre o que levou algumas mulheres a evadirem, e o que mantém outras no nosso campus.
Através do resgate estatístico compreendemos que os processos que produzem exclusão, também, das mulheres dizem respeito drasticamente ao seu não ingresso no IFSC Chapecó (elas constituem menos de 7% do total de alunos); a sua não permanência; e as dificuldades de acompanhar o desenvolvimentos escolar esperado. Em todos os três pontos a condição das mulheres se mostra mais grave que a observada entre os homens.
O conjunto dos resultados mostra particularidades de se vivenciar o “ser mulher” nos cursos do IFSC Chapecó, suas alegrias e também modos mais e menos sutis de se vivenciar a exclusão com mulheres e também outros grupos minoritários. Também mostra que, apesar de o atual paradigma de ciência e educação profissional por vezes seja apresentado como e “assexuado”, ele acaba reproduzindo um ponto de vista fundamentalmente masculino, com muitas repercussões nos estudantes de ambos os sexos.
Apresentamos algumas falas (os nomes das educandas foram alterados) que mostram com honestidade e simplicidade, hora a gratidão e o reconhecimento da função social da nossa escola, hora sentimentos contraditórios com propostas inclusivas de educação.

"Me sinto bem, orgulhosa, eu saí da roça sabe, pude estudar de graça aqui, eu não teria como pagar mesmo. E a Mecânica não é só braçal, não é só pra homens, tem a parte de projetos, programação, manutenção, organização, e gestão de qualidade."
Ângela

"(Nosso campus) É meio masculinizado, acho que a convivência com tantos homens, tão próximo, parece que pegamos o jeito deles."
Carla


As alternativas para trazermos, e manter-nos, mais as mulheres no IFSC Chapecó passam sempre por cultivar uma cultura de solidariedade radical. Jorge Bichuetti (2000) lembra que podemos pensar numa utopia a ser buscada através experimentos desterritorializantes, para se libertar a potência inventiva, o poder criativo, do novo, do insólido. Trata-se de desmontar modos de funcionar da repetição, do fechamento, da despotencialização, agenciando a produção de novas relações, de uma vida nova, modos de pensamento que fortaleçam a vida e a diversidade, o crescimento e a diferenciação.

Alandeivid E. Panizzi

terça-feira, 16 de março de 2010

BORBOLETAS:


Vida

Que vida

Bela vida

Rastejar aqui ali

Enclausurar-se

Esperar

Sofrer

Reviver

Morrer e nascer

Sim

Nascer e morrer

Viver estranho

Com(viver) o diferente

Romper

Libertar

Liberdade

Voar voar

Flutuar

Amar

sonhar

autora: Leusa Fátima Lucatelli Possamai